• Daniel Gonzales

Dispositivo monitora ar e ajuda a prevenir coronavírus em ambientes fechados

Empresa incubada na USP vai usar tecnologia para coletar amostras de ar em hospitais e identificar presença de vírus da covid-19


Um dispositivo automático, o Spiri, para monitorar a qualidade do ar em ambientes internos pode se tornar um importante aliado no combate à transmissão da covid-19. O equipamento fornece informações sobre temperatura, umidade do ar e presença de partículas em suspensão no ar, nas quais o vírus da doença pode estar presente.


O Spiri, desenvolvido por startup incubada na USP

O dispositivo é fabricado pela Omni-Electronica, uma startup incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), instituição vinculada à USP e ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).


O produto já está disponível no mercado e os criadores vão iniciar um trabalho de coleta de amostras de ar em hospitais para verificar a presença do vírus da covid-19, com um dispositivo adicional adaptado para auxiliar no combate à pandemia.


COMO FUNCIONA


O dispositivo faz o monitoramento da qualidade do ar em tempo real, explica o engenheiro Arthur Aikawa, CEO da Omni-Electronica.


“Ele permite uma visibilidade e uma indicação que aquele ambiente é mais ou menos propício à contaminação cruzada e todos os outros malefícios que a má qualidade do ar tem nas pessoas que ocupam esses espaços”, contou o pesquisador em entrevista ao Jornal da USP.


“Manter ambientes bem ventilados, com qualidade ao ar adequada, é essencial para poder retomar nossas atividades o quanto antes, sem correr o risco de que o sistema de saúde seja extremamente sobrecarregado por um número excessivo de pessoas contaminadas simultaneamente.”


De acordo com Aikawa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que o vírus da covid-19 pode ser transmitido por meio de partículas em suspensão no ar. “Quando uma pessoa tosse, ela não vai gerar apenas aerossóis, partículas grandes, da ordem de 10 micrômetros, que vão cair numa distância de aproximadamente 1,5 metro”, explica.


“Existem também os bioaerossóis, partículas entre 2 e 5 micrômetros de diâmetro, que devido ao tamanho e massa reduzida conseguem ficar em suspensão no ar em ambientes internos por até três horas”.


Um estudo internacional que avaliou a estabilidade do vírus em superfícies, também estudou o vírus em bioaerossóis e constatou que o vírus permanecia ativo nessas microgotículas por até três horas, aponta Aikawa. “É extremamente importante que os ambientes estejam bem ventilados e com uma baixa concentração de particulados suspensos, como os bioaerossóis”, ressalta.


“O monitoramento permite avaliar constantemente se a temperatura e a umidade do ar estão adequadas, para reduzir a probabilidade do vírus se propagar, e também se a ventilação está adequada.”


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