A Apple surpreendeu os consumidores esta semana com uma promoção pouco comum em seu ecossistema. Pela primeira vez, a bateria MagSafe desenvolvida especificamente para o iPhone Air está com um desconto de 20% na Amazon. O acessório, que costuma ser vendido por US$ 99, atinge seu menor valor histórico, surgindo como uma solução estratégica para o maior desafio do modelo ultrafino da marca: a autonomia de energia.
Design e funcionalidade em foco
O iPhone Air conquistou usuários pela sua espessura mínima, mas essa característica física trouxe, inevitavelmente, uma bateria interna mais modesta. Para compensar essa limitação, a Apple projetou uma bateria externa MagSafe que se encaixa com precisão milimétrica sob o módulo de câmeras. O acessório mantém a estética minimalista do aparelho, sendo fino o suficiente para não comprometer a ergonomia ou o transporte no bolso.
Em termos de desempenho, o dispositivo oferece uma carga rápida sem fio de 12W, capaz de restaurar até 65% da energia do celular. Na prática, isso garante aquelas horas extras cruciais para quem passa o dia longe de uma tomada. Embora existam alternativas mais baratas de marcas terceiras no mercado, a integração e o ajuste físico desse modelo oficial ainda são seus maiores diferenciais competitivos.
O dilema dos preços de memória nos novos Macs
Enquanto os usuários de iPhone comemoram promoções, quem planeja adquirir um novo computador da Maçã enfrenta um cenário de incerteza. A indústria de tecnologia atravessa um período de forte alta nos preços de memória RAM e armazenamento flash, impulsionada principalmente pela demanda massiva dos centros de dados voltados para Inteligência Artificial. Em alguns setores, os custos de componentes chegaram a quadruplicar recentemente.
Com o lançamento iminente dos novos MacBooks Pro equipados com os chips M5 Pro e M5 Max, fica a dúvida se a Apple repassará esses custos ao consumidor final. Historicamente, a empresa mantém margens de lucro elevadas em seus upgrades de memória. Por exemplo, a atualização de 16GB para 32GB custa US$ 400, um valor que ainda cobre os custos atuais de mercado, apesar da inflação dos componentes.
Escassez e projeções para 2026
A curto prazo, é improvável que a Apple altere sua tabela de preços para a linha M5, já que a companhia costuma trabalhar com contratos de fornecimento de longa duração. No entanto, o cenário pode mudar drasticamente com a chegada da geração M6, prevista para meados do próximo ano. Relatórios da CNBC indicam que os preços das memórias podem saltar mais 55% até o primeiro trimestre de 2026 em comparação ao final de 2025.
Além da pressão nos custos, a Apple começa a enfrentar uma concorrência feroz pela prioridade nas fábricas da TSMC. Gigantes da IA, como a Nvidia, possuem hoje um poder de caixa que desafia a dominância da gigante de Cupertino. Se as projeções de aumento de custos se confirmarem, a estrutura de preços que conhecemos hoje pode se tornar insustentável, sinalizando que os upgrades de hardware nos futuros Macs podem ficar consideravelmente mais pesados para o bolso do usuário.